Falando do Cursilho de Cristandade entendo, não uma vasta e profunda exposição sobre o Cursilho de Cristandade, mas simplesmente uma visão clara e acessível a todos, de maneira a terem as noções mais exactas sobre o desenrolar de um cursilho… do princípio ao fim.
Não pretendo “fazer nós”, nem um emaranhado difícil de desfazer, mas deixar o fio liberto para chegar ao novelo, do modo mais fácil.
Antes de mais, é indispensável expor com toda a clareza as ideias fundamentais, chamadas também “ideias vertebrais” que inspiram este Movimento que não é dos homens – deste ou daquele -, mas sim da Igreja.
O Movimento dos Cursilhos de Cristandade, na sua origem, no seu nascimento é obra de Deus, sendo instrumento um GRUPO…, e, assim, o GRUPO há-de persistir, continuar em nós e por nós.
Falamos de Cursilho de Cristandade: a Cristandade pensa, santifica-se e vive em comum e nós devemos ser cristãos conscientes, filhos vivos e dóceis da Igreja que, na sua essência é comunitária.
Segundo os fiéis e autênticos princípios do Evangelho e da Doutrina da Igreja, - o que se diz de acordo com a verdade, é muito mais importante do que quem o diz… O que se diz, sendo verdadeiro permanece e quem o diz, hoje, amanhã passa.
Amamos os Cursilhos como um instrumento de Deus nas mãos da Igreja e não como um fim em si mesmo.
O que hoje apresento não é um código nem um regulamento… é tão-somente uma chamada de atenção, - permiti que diga – um esforço para pôr em ordem o que a doutrina, a experiência e o senso comum, determinam e aconselham no Movimento dos Cursilhos de Cristandade.
Há-de haver no Movimento dos Cursilhos de Cristandade, segundo o livro “Ideias Fundamentais”, um sentido de catolicidade, de universalidade permanente, conforme ao espírito e ao estilo que informam, em todos os momentos, circunstâncias e lugares, o Movimento dos Cursilhos de Cristandade.
Isto quer dizer que o Movimento dos Cursilhos de Cristandade é da Igreja e não podem um Reitor, um Director Espiritual, uma equipa reitora ou uma equipa sacerdotal, uma Escola de Dirigentes, uma equipa delegada ou um Secretariado diocesano, uma Diocese ou um Bispo diocesano alterar ou modificar o que respeita ao método, à mentalidade, à estratégia, à finalidade e à sistemática do Movimento. Ninguém por seu livre arbítrio e determinação pessoal o pode fazer. Há um Secretariado Nacional que é o garante da pureza do Movimento e tem o dever de procurar sempre a unidade em todos os sectores.
Convém repisar, por outras palavras o que disse, antes, isto é: que em nenhuma Diocese se pode alterar ou modificar, acrescentar ou retirar seja o que for nos Cursilhos de Cristandade, sem que o Secretariado Diocesano autorize… e este, apenas o fará, após estudo e reflexão no acidental; raramente no importante e após partilha com os Secretariados do Núcleo e com o Secretariado Nacional, pois todos entendem que a unidade é vital para o Movimento.
Assentes estas ideias – pano de fundo, horizonte mais longínquo do panorama -, vamos recordar e analisar o Cursilho de Cristandade.
Segundo a doutrina estabelecida e definida em Ideias Fundamentais: «Os Cursilhos de Cristandade (o M.C.C.) são um Movimento da Igreja que, mediante um método próprio, possibilitam a vivência e a convivência do fundamental cristão, ajudam a descobrir e a realizar a vocação pessoal e tornam possível a criação de núcleos de cristãos que vão fermentando de Evangelho os ambientes». (IF n. 74).
Passemos directamente ao tema proposto:
1 – Constituição das Equipas Dirigentes dos Cursilhos; presença nas Reuniões preparatórias (quantas) dos Sacerdotes e dos Leigos.
1.1 - Constituição das Equipas Dirigentes dos Cursilhos.
O Secretariado Diocesano designa a equipa reitora para cada Cursilho. A selecção incidirá sobre aqueles que se encontrem preparados espiritual, técnica e metodologicamente, e estejam activos na Escola de Dirigentes e na Ultreia (IF 593, 7 e ss).
Quanto aos números, esclareço que são meramente indicativos:
Equipa Sacerdotal: 1 Director Espiritual + 1 ou 2 sacerdotes.
Equipa Reitora: 1 Reitor e 1 Vice-Reitor + 5 Dirigentes auxiliares.
Os números 276 a 280 do IF abordam as funções do Reitor do Cursilho.
Os números 281 a 286 do IF abordam as funções do Director Espiritual do Cursilho.
Os números 287 e 288 do IF abordam as funções dos restantes auxiliares do Cursilho.
1.1 - Reuniões preparatórias do Cursilho (quantas), presença de Sacerdotes e Leigos
Logo que se marca o Cursilho, começa a preparação para o Cursilho: devem ser programadas, no mínimo 6 Reuniões Preparatórias para a Equipa.
Sendo essencial a presença do Director Espiritual ou de um Sacerdote, no decorrer das mesmas. Isto é o ideal, mas todos sabemos quão difícil é que tal situação se concretize.
Temos de nos adaptar às condicionantes dos tempos modernos. Daí que pelo bom senso se possa afirmar que o DE deve estar presente em todas as reuniões ou no maior número possível das reuniões preparatórias agendadas.
Os números 289 a 295 do IF referem-se à preparação da Equipa Dirigente do Cursilho.
A preparação exige:
A Intendência: De cada membro da Equipa (individualmente); Dos membros da Equipa Reitora (como Grupo); De cada Centro de Ultreia; Da Escola de Dirigentes.
Intendência durante o Cursilho: De cada Centro de Ultreia: colectiva (na sexta-feira ou sábado); De outras Dioceses do País ou do Estrangeiro – pedida pelo Dirigente Vogal da Intendência do Secretariado ou por quem o substitua, e não por outro Cursilhista, para não haver repetição de pedidos para o mesmo Cursilho; De cada um dos Cursilhistas.
Das Comunidades paroquiais: catequeses, casas religiosas, outras como doentes, lares…
Durante o Cursilho – procurar que, em cada Centro de Ultreia, haja pelo menos dois elementos que, diariamente, façam intendência especial pelo Cursilho.
Cada Dirigente – deve procurar o apoio espiritual particular, durante o Cursilho.
Preparação espiritual de cada Dirigente da Equipa Reitora e Equipa Sacerdotal… Ao menos desde a marcação do Cursilho e da sua chamada à Equipa.
Preparação “intelectual” dos membros da Equipa Reitora.
O Dirigente tem que estudar o esquema do rolho que lhe foi atribuído, assimilar o seu sentido e dar-lhe forma.
E vai falando com o Reitor e Director Espiritual – o melhor é que o Director Espiritual e o Reitor dividam a tarefa: apoiando, esclarecendo…
Esta preparação intelectual é essencial… Importa que o Dirigente possa, no caso de faltar a energia eléctrica, continuar a exposição do seu rolho.
O texto que o Dirigente tem: o seu rolho não pode ser todo lido… É importante que o Dirigente se desprenda do texto e fale com desenvoltura… para o proclamar.
A preparação individual é essencial, a preparação em equipa é essencial e estudo em equipa…
Oração em equipa – deve ser feita mesmo fora das habituais reuniões preparatórias.
A parte material:
Marcação da casa; Marcação da viagem: para o cursilho e no fim para a clausura/encerramento; Marcação do local da clausura/encerramento; Marcação da equipa que tratará da clausura/encerramento; Estudo dos quartos; Estudo das refeições e cuidar da coordenação dos horários com a direcção da casa.
Outro material:
* Guias do Peregrino
* Livros
* Terços
* Cadernos
* Papel dos jornais de parede
* Esferográficas
* Folhas de distracção
* Papel do Quadrante – arranjar alguém que faça o Quadrante
* Lápis de cor
* Lápis, apara-lápis e borrachas
* Réguas
* Rebuçados e cestas
* Farmácia
* Clipes
* Pioneses
* Ambão/paus
* Campainha
* Crachás
* Envelopes da “Dolorosa”
* Crucifixo para a Via-Sacra
* Crucifixos para os novos cursilhistas
* Evangelhos para os novos cursilhistas
* Folhas de cânticos
* Livros: Missal, textos para a Eucaristia e cânticos
* Sacrários – para as capelas
* Livro – para a leitura ao primeiro jantar do cursilho ou música adequada.
* Folhas de serviço
* Marcar o fotógrafo
2 – Uniformização do Cursilho – Rolhos (I. Fundamentais); Tempos dos Rolhos (Esquema Meditações e Rolhos); Número de participantes.
2.1 - Uniformização do Cursilho – Rolhos (I. Fundamentais); Tempos dos Rolhos (Esquema Meditações e Rolhos)
O Cursilho é a comunicação jubilosa do ser cristão (IF 248).
Há vivência… (IF 249, 250)
Há vivências (IF 254, 255, 262); Há Rolhos; Há oração individual; Há actos colectivos.
No Cursilho convive-se:
Com Deus – através da oração.
Com a Igreja – através dos dirigentes.
Com o mundo – através de todos os Cursilhistas
E escolhe-se o serviço de Deus, na Igreja, para transformar o mundo.
Através da convivência com os novos cursilhistas, estes são conhecidos e ajudados para que conheçam a verdade exacta no momento oportuno.
Estabeleceu-se, desde as origens, que o Cursilho tinha a duração de uma noite e três dias completos. (IF 323). Como nos dizia Eduardo Bonnín, é algo do método que não pode mudar para que seja considerado Cursilho de Cristandade.
Os horários têm importância para o correcto funcionamento do Cursilho. Não se pode impor uma uniformidade nos horários. Ao estabelecê-los há que fazer apelo ao bom senso. (IF 234).
O IF no seu número 235 apresenta a ordem das Meditações, Rolhos e Celebrações.
Nós seguimos o Livro «Esquemas – Meditações e Rolhos», do SN.
Primeira noite: Preparação
Rolho Preliminar – 45 minutos
Meditação – Conhece-te a ti mesmo – máximo 20 minutos
Meditação – O Filho Pródigo – máximo 20 minutos
Primeiro dia: Proclamação da Mensagem
Meditação – Os três olhares de Cristo - máximo 20 minutos
Rolho: Ideal – 30 a 40 minutos.
Rolho: Graça – 60 a 70 minutos
Rolho: O Leigo na Igreja – 60 minutos
Rolho: Fé – 60 minutos
Rolho: Piedade - 60 a 75 minutos
Segundo dia: Conversão – adesão à Verdade
Meditação: A figura de Cristo - máximo 20 minutos
Rolho: Estudo – 40 a 50 minutos
Rolho: Sacramentos – 180 minutos (3 horas)
Rolho: Acção – 50 minutos
Rolho: Obstáculos à vida em graça – 60 minutos
Rolho: Dirigentes ou Militantes – 60 minutos
Terceiro dia: Projecção no Mundo
Meditação: Mensagem de Cristo ao Cursilhista - máximo 20 minutos
Rolho: Estudo do Ambiente – 60 a 70 minutos
Rolho: Vida Cristã – 60 minutos
Rolho: Comunidade Cristã – 50 a 60 minutos
Rolho: Seguro Total ou Grupo e Ultreia – 75 minutos
2.2 – Número de participantes.
No Pré-Cursilho – devemos ter na devida conta a selecção dos candidatos ao Cursilho, trabalho que deve ser realizado em cada Centro de Ultreia, através dos Grupos ou individualmente consoante as circunstâncias, mas sempre o Grupo há-de ser, ao menos uma “rectaguarda” e uma referência. O Grupo há-de ser responsável pelo convite. Diz-se que tudo parte do Grupo e regressa ao Grupo.
Os seleccionados, em média, devem ser 30… É que, no Cursilho, sendo menos de 30 não se cria o ambiente necessário… e se forem mais de 40 temos uma “massa”. Mas todos sabemos quão diferentes é, actualmente, a realidade dos números. Estes números são indicativos.
A este propósito Eduardo Bonnín, diz: «O número ideal é de trinta e cinco cursilhistas e sete dirigentes leigos, um para cada cinco cursilhistas. O número de sacerdotes pode ser todos os que quiserem.» (“Um aprendiz de cristão”, página 97).
3 – Eucaristias; Confissões; Decúrias; Histórias; Testemunhos; Trabalho de Corredor; Visitas ao Sacrário.
3.1 – Eucaristias
No IF 337 e 338, estabelece que a Eucaristia é o centro da vida durante os três dias do Cursilho e que no quarto dia, a Eucaristia continuará a ser o centro das vidas dos cursilhistas. No Cursilho as Eucaristias são diárias e devidamente preparadas para serem intensamente vividas.
Em todas as Dioceses se segue a regra de no Cursilho, haver Eucaristia na manhã do primeiro e segundo dias e no terceiro dia acontecer a seguir ao Rolho Vida Cristã, ao final da manhã, antecedendo o almoço ou a Eucaristia de encerramento do Cursilho, antes da Clausura, como indica o IF 325 para o terceiro dia.
3.2 – Confissões
As confissões estão previstas para o período correspondente à recitação do Terço no primeiro e segundo dias – previamente combinadas com o D.E..
No entanto, deve estar sempre previsto para que seja possível a qualquer momento, nos intervalos do Cursilho, quando os novos se abeirarem para o efeito.
Ver a este propósito o IF 335 e 336, deste último: «…a hora da conversão é marcada pela Graça de Deus e pela livre vontade do homem, que teremos de respeitar cuidadosamente. É este respeito pela liberdade do outro, rectamente entendida, que nos leva a reconhecer que cada cursilhista deverá aproximar-se do Sacramento da Penitência quando assim o deseje.»
3.3 – Decúrias
Embora cada Diocese tenha a sua norma para constituir as Decúrias, é conveniente não esquecer que as mesmas visam “possibilitar” a convivência, fomentar o espírito comunitário e abrir caminho à amizade (IF 319 e 320), pelo que devem ser estes os princípios que presidem à sua formação.
As Decúrias são constituídas, no dia da chegada ao Cursilho, pelo Reitor e DE.
3.4 – Histórias
Todos conhecemos as histórias que se contam no Cursilho, com algumas variantes.
Nos Cursilhos Nacionais, de Dezembro passado foram contadas estas:
Rolho Preliminar: a) Sabor da Laranja /Sabor do Kiwi; b) História da ceifeira debulhadora ou do tractor; c) História do crocodilo; d) História do mendigo e o Rei (Tagore); e) História da esponja e do seixo; f) Monge e Clausura (Espelho água).
Rolho Ideal: a) História do Rei Leão; b) Macacos do deserto Kalari; c) Apanhar macacos na selva; d) Hemingway (Livro velho e o mar).
Outras: História do macaco e dos amendoins (Vila Real); História do sapo e da águia (Vila Real e Braga)
Rolho Leigo na Igreja: História do Chinesito; Sacerdote e os defeitos da Igreja.
Outras: História da visita à catedral (Lisboa).
Rolho Estudo: a) Newton (lei da gravidade); b) História do Carvoeirito; c) Bispo Mexicano (oração interesseira); d) S. Vicente Ferrer e o rapazinho (é a mesma do Carvoeirito).
Rolho Acção: Barco com dois remos; b) Sacerdote (urna com espelho).
Rolho Dirigentes: a) Carta para Garcia; b) Vivência – Eduardo Bonnín e os condenados; c) Trabalhador Rural; d) Ladrão de laranjas;
Rolho Estudo do Ambiente: a) Vendedor de castanhas frente ao banco; b) Senhora com pressa na Santa Missa; c) Moça e o pedido a S.to António.
Outra: História do feixe de vimes (Braga e Lisboa)
Rolho Comunidade cristã: a) Cristo mutilado/História das mãos de Cristo;
3.4 – Testemunhos (pág. 13 a 14, “Esquemas – Meditações e Rolhos”)
O testemunho de vida consiste em contar uma experiência vivida. Chama-se às vezes “vivência”. É essencial ao Rolho. Sem este testemunho o Rolho torna-se frio e deixa a assistência indiferente.
O Cursilho é, como se diz na primeira noite, uma vivência; logo também o Rolho o terá de ser.
Para que este testemunho de vida atinja a sua finalidade deve ser:
a) pessoal;
b) positivo;
c) simples;
d) ligado ao tema do rolho.
Testemunho de vida pessoal.
Trata-se de contar um facto, explicar uma situação, falar de um acontecimento que se viveu pessoalmente. Este testemunho distingue-se do exemplo ou da citação, porque no exemplo e na citação conta-se aquilo que outros viveram ou pensaram.
Testemunho de vida positivo.
Este testemunho deve ser sempre positivo. Deve citar experiências que nos ajudaram a entrar e a viver o nosso Ideal e, visto que o objectivo do Cursilho é descobrir, é encontrar Cristo, os testemunhos devem contar de alguma maneira, mesmo que indirecta, como o Rolhista encontrou Cristo e como é Ele que nos traz a Paz, o Amor e a Alegria.
Testemunho simples de vida.
É com grande simplicidade, deixando falar o coração, que se exprime e se transmite um testemunho de vida (vivência). No caso de haver dúvida sobre a oportunidade de dar um ou outro testemunho em concreto deve-se consultar o Director Espiritual.
Testemunho de vida na linha do rolho.
O testemunho pessoal deve estar ligado directamente com as ideias e esquemas do Rolho. O testemunho insere-se no Rolho para se realçar as ideias expressas neste, explicando e testemunhando como é que se podem viver estes princípios no dia-a-dia. Para tornar o Rolho vivencial, estes testemunhos de vida devem estar bem distribuídos por todo o Rolho
Resumindo: o rolhista deve ser fiel à mensagem que vai transmitir evitando aplicar palavras bonitas ou aspectos sensacionalistas da sua vida ou da vida de outrem.
Deve evitar recorrer a expedientes exagerados ou atitudes espectaculares que provoquem impactos psicológicos, ou reacções emotivas.
A sua linguagem deve ser de tal maneira clara e simples de modo a permitir que todos o compreendam, os cultos, os menos cultos e os analfabetos.
Deve sentir com humildade e até com um certo receio, a responsabilidade que Deus colocou nas suas mãos, convencendo-se de que, sozinho e sem o Seu Divino auxílio, está sujeito ao fracasso.
Deve convencer-se que, ser testemunha, ser sinal, não significa ser perfeito, ser completo, impecável, imune de uma vez para sempre de qualquer fracasso
Pelo contrário, o rolhista, reconhecendo as suas limitações humanas, deve procurar com sinceridade ser fiel à vida e à palavra que proclama.
3.5 – Trabalho de corredor
Designa-se por Trabalho de Corredor, a ajuda pessoal e directa através de um acompanhamento que os Dirigentes, leigos e Sacerdotes, devem proporcionar aos cursilhistas.
A eficácia de um cursilho depende, também, da criação de ambiente e de um clima apropriado que possibilite aos cursilhistas uma estabilidade emocional e uma abertura às ideias que lhe vão sendo transmitidas ao longo do cursilho, para que se abra a Graça. Essa responsabilidade é de toda a Equipa Reitora (IF nº 308 e 309).
Pretende-se que se crie um ambiente de alegria, de espontaneidade e de confiança, que possibilite, abertura, naturalidade, sinceridade e amizade entre todos. (IF nº 310).
Em primeiro lugar, pela criação de um clima de amizade que o Dirigente deve estabelecer e fomentar entre ele e os cursilhistas e entre os cursilhistas entre si, especialmente entre aqueles que fazem parte da sua Decúria.
Esta amizade deve ser sincera, confiante e desinteressada, de tal maneira que facilite a abertura mútua entre os cursilhistas e, principalmente, entre os cursilhistas e os Dirigentes. Assim, o Dirigente deverá criar entre todos um clima de confiança que permita que os cursilhistas se abram ao Sacerdote, para que este dê soluções aos problemas espirituais e de consciência já que, de outro modo o Dirigente poderia correr o risco de, indevidamente, propor soluções impróprias.
Em segundo lugar, pela doação que deverá ser levada até ao sacrifício. Esta doação há-de ser sobrenatural, isto é, inspirada na Fé e no Amor de Deus, humilde e alegre, constante e imparcial, sem preferências e sem acepção de pessoas.
Em terceiro lugar, pelo diálogo pessoal, através do qual não se devem procurar resolver problemas num terreno moralizante, mas sim dar a conhecer critérios válidos, numa base de sinceridade humana e amizade cristã, de tal modo que ajude o cursilhista a estruturar uma vida cristã consciente e Dirigente que há-de projectar-se ao longo de todo o 4º dia (IF nº 315).
O que não é Trabalho de Corredor.
Não é exibicionismo, isto é, mostrar que se sabe muito disto
Não é bisbilhotice, curiosidade doentia.
Não consiste em forçar confidências. Estas costumam surgir em função da amizade que se vai construindo. Por isso, não podem ser compartilhadas com ninguém, mesmo que exista um bom desejo de ajuda ao cursilhista pois, seria atraiçoar essa amizade ao quebrar-se o sigilo a que se está obrigado por consciência.
Se porventura o cursilhista se abriu em alguns problemas de consciência que obrigou o Dirigente ao sigilo, este deve encaminhar o cursilhista para o Director Espiritual ou outro Sacerdote pois, são os únicos que podem dar soluções a essas confidências.
O Trabalho de corredor nas três fases do Cursilho. (IF 316).
No primeiro dia, procura conhecer-se melhor o cursilhista através de um acompanhamento e observação das suas reacções.
Como?
Deixando o cursilhista abrir-se, escutando-o como amigo e não como Dirigente;
Sondando, isto é, descobrindo as suas preocupações;
Compreendendo as suas atitudes de modo a criar neles um sincero e autêntico espírito de confiança e amizade.
A proclamação da mensagem pode, este dia, encontrar resistências:
-Na cabeça, devido á falta de Fé ou preconceitos contra os Sacerdotes e contra a Igreja;
-No coração, devido ao apego exagerado ao dinheiro ou aos problemas morais;
-Na vontade, isto é, falta de coragem e decisão.
Neste dia, o Dirigente procurará acompanhar o cursilhista, procurando também descobrir a raiz do mal destes problemas, mas sem procurar dar soluções pois, a ocasião para as dar virá depois.
Os melhores momentos para o Trabalho de Corredor são os pequenos intervalos e durante as refeições.
No segundo dia, o Trabalho de Corredor consiste em ajudar o cursilhista na remoção dos obstáculos á conversão.
O rolho chave deste dia é o rolho do Estudo, através do qual se pretende que o cursilhista mude de mentalidade, levando-o a compreender que as Verdades de Cristo não só devem ser conhecidas mas que devem, essencialmente, ser vividas.
Durante este dia, o Dirigente deve ajudar o cursilhista, através de um contacto pessoal, a situar-se numa posição tal que aproveite o melhor possível o cursilho respeitando, no entanto, a sua personalidade e o seu amor-próprio.
Esta ajuda directa e amiga deve ajudá-lo a remover os principais problemas que impeçam a abertura à Graça e à conversão, procurando, através desta ajuda, actuar sempre com muito carinho.
O terceiro dia, é a fase da ajuda na inserção no Quarto Dia ou projecção no mundo.
Nesta fase, o Dirigente deve procurar ajudar o cursilhista a reinserir-se activamente nos núcleos ambientais, temáticos e nos núcleos eclesiais paroquiais e diocesanos.
A acção do Dirigente nesta fase é fundamental pois, trata-se de ajudar o cursilhista a assegurar os objectivos do Movimento.
Para o conseguir, o Dirigente deve contactar individualmente os cursilhistas, ajudando-os a perspectivar a sua actuação no Quarto Dia, isto é, mostrando-lhes como devem actuar cristãmente através do testemunho e de uma vida cristã exemplar:
-Nos núcleos ambientais: Família e Vizinhos, dando preferência à família e depois, aos vizinhos;
No núcleo temático, Trabalho: ajudando os cursilhistas a inserir-se com coragem e decisão nos locais de trabalho, e outros ambientes deste núcleo, mostrando-lhes os meios mais eficazes de acção nestes ambientes consistem, em primeiro lugar, estudar os problemas que afectam esses ambientes e, depois, mostrando-lhes que os devem resolver sem receio, com coragem, mas sem alardes.
Nos núcleos eclesiais, incutindo-lhes uma vontade de colaboração com a Igreja, na Paróquia e na Diocese, de acordo com a sua vocação e as suas disponibilidades: como catequistas, integrados na Equipa litúrgica, como catequistas, coralistas, como ministros extraordinários da comunhão e outras actividades paroquiais e diocesanas.
Mas sem nunca esquecerem de estarem ao serviço do Senhor, no MCC.
3.6 – Visitas ao Sacrário
As visitas ao Sacrário tal como se realizam no Cursilho, são de valor ascético, de meditação e de um valor pedagógico extraordinário.
Estas visitas vivenciais e espontâneas em que se expõe ao Senhor, de viva voz os problemas e o clima do cursilho, ajudam à que se estabeleça uma comum união entre os cursilhistas, unem os corações e fomentam a autêntica amizade.
Além disso, as visitas ao Sacrário ajudam a construir comunidade, ao partilhar e ao tornar nossos os problemas dos irmãos. Através delas, tomamos conhecimento não apenas da nossa proximidade com Cristo, mas também do espírito comunitário que se vai aflorando no Cursilho.
Trata-se também de introduzir o Cursilhista no método de oração comunitária e levá-lo, através deste diálogo espontâneo e íntimo com o Senhor, à Graça da conversão, isto é, à adesão comprometida às mensagens que lhe são proclamadas.
Porque se trata duma pedagogia da oração, isto é, de educar o cursilhista na oração comunitária e no diálogo pessoal e íntimo com o Senhor, há que ter em conta o temperamento de cada um e uma certa gradação na intimidade do diálogo.
Assim, o Dirigente encarregado de iniciar a oração, procurará dar o toque, criando a oportunidade para que todos falem, se quiserem, nunca forçando ninguém a falar não devendo, portanto, preocupar-se se, por acaso, algum não falar alto.
Nestas visitas ao Sacrário por Equipas, deverá começar a falar, como se disse antes, o Dirigente encarregado para tal, falando a seguir os cursilhistas e logo que falem todos ou se verifique que ninguém mais quer falar, encerrará o outro Dirigente, se a Equipa tiver dois. Se a Equipa tiver a felicidade de ter um Sacerdote, será este a encerrar. Se tiver apenas um Dirigente, este começa e encerra.
As visitas devem iniciar-se imediatamente após o Reitor determinar e após ter distribuído as capelas e, devem encerrar logo após o toque da campainha.
Aos Dirigentes aconselha-se que, além das visitas com as suas equipas, deverão fazer algumas mais, isoladamente, principalmente durante os pequenos intervalos. Lembra-se que o grande êxito do cursilho se deve, sobretudo, à força da oração estabelecida entre nós e o Senhor.
4 – Guia do Peregrino; Entrega do Crucifixo; Cartão de Cursilhista; Entrega da Folha de Compromisso (Serviço); Encerramento (Clausura).
4.1 - Guia do Peregrino
O Guia de Peregrino auxilia na introdução à prática da oração comunitária e individual, no decorrer do Cursilho e depois no quarto dia.
Chamo à atenção que durante o Cursilho e sempre que possível nos eventos do Movimento, devem ser utilizadas as orações do mesmo e não devem ser substituídas por outras. Refiro concretamente: a oração da manhã e da noite, a Via-sacra, a Hora Apostólica, a Invocação do Espírito Santo, os Mistérios do Rosário e outros.
Trata-se um meio que serve de orientação dos momentos de oração individual ou comunitária (IF 342).
4.2 - Entrega do Crucifixo
O Crucifixo deve ser entregue pelo Director Espiritual do Cursilho na Eucaristia do último dia, dizendo “Cristo Conta Contigo” e o novo Cursilhista deve responder “e eu com a Sua graça”. Este deve ser o último acto antes de seguirem para o Encerramento/Clausura).
Por exemplo em Braga, é no final do nosso Rolhito “Mais Além”, que os Dirigentes entregam a cada novo da sua Decúria, o crucifixo.
4.3 - Cartão de Cursilhista
O Cartão de Cursilhista é entregue no Encerramento/Clausura, pelo Presidente da mesa.
4.4 - Entrega da Folha de Compromisso/Serviço
«A nossa atitude perante o Senhor, no encontro constante com os irmãos concretiza-se num compromisso de honra para com Ele, segundo as possibilidades, a vocação e os carismas de cada um, utilizando para isso os meios concretos para tornar realidade, dia após dia, o ideal jubiloso do nosso agir cristão. É dentro desta finalidade que se insere a “Folha de Compromisso”.» (IF 343)
A Folha de Compromisso deve ser entregue no Encerramento, pelo Presidente da mesa, neste momento dirá: “F…, Cristo, conta contigo!” e o cursilhista responderá: “E eu, com a Sua Graça”.
No final da entrega, todos em conjunto devem ler publicamente o compromisso assumido, que vem expresso na folha.
4.5 - Encerramento/Clausura
É uma pista de lançamento.
É uma visão do alto.
É um testemunho da realidade.
É um resumo de ideias.
Os Cursilhistas devem falar sinceramente, sem “pára-quedas”.
Os mais antigos devem escolher-se estrategicamente para que testemunhem, iluminem, animem …
Devem ser chamados os que podem animar os novos, ou pelo que são ou pelo que podem dizer.
Terminar com a Hora Apostólica ou Santa Missa. Eduardo Bonnín dizia que não deve haver repetição de actos e a Missa foi um dos momentos maiores antes de partirem para o Encerramento. Hora Apostólica como D. Juan Hervás ou em sua substituição, um acto solene de envio dos novos para o mundo.
A despedida tem uma eficácia apostólica.
As funções próprias da Clausura/Encerramento estão consagradas no IF 345
5. Linguagem; Anedotas; Cânticos; Inovações possíveis e necessárias; Livraria do Cursilho; Reuniões da Equipa no Cursilho.
5.1 - Linguagem
- O Rolhista deve proclamar o seu Rolho de uma maneira natural, mas viva e vigorosa, evitando uma linguagem académica que cansa facilmente quem a escuta.
- Deve evitar “acomodar”, “limitar” ou “substituir” qualquer aspecto que possa alterar o sentido da Mensagem que pretende transmitir.
- O Rolhista – apesar do peso que o testemunho exerce sobre o Cursilhista – deve colocar em primeiro lugar a Mensagem que transmitirá com fidelidade e exactidão, e só depois, considerará a sua vivência cristã.
(Repetindo o que já disse antes)
[Na montagem do seu Rolho, deve basear-se na fidelidade da Mensagem evitando aplicar palavras “bonitas” ou aspectos sensacionalistas da sua vida ou da vida de outrem.
- Deve evitar recorrer a expedientes exagerados ou a atitudes espectaculares que provoquem impactos psicológicos ou reacções emotivas ou até histerismo.]
- O Rolho é a expressão da Boa Nova. Por ele, os Cursilhistas têm de escutar Deus. Ele é expressão de uma vida que foi possuída, comunicada pela Palavra. Se fizermos um esforço sincero e comprometido para sermos fiéis, Deus fará o resto e a vida transbordará das palavras.
Resulta daqui que o Rolho deve ser proclamado:
Com palavras simples, transmitidas com naturalidade;
Com palavras firmes, seguras, mas suaves, porque são palavras de Deus e as Palavras de Deus não se discutem;
Com palavras alegres, positivas, optimistas, cheias de esperança e confiança;
Com palavras cheias de Misericórdia porque, por elas, Deus chama à salvação;
Com palavras que todos compreendam;
Com palavras vivenciais. Para proclamar um Rolho é preciso conhecê-lo e vivê-lo. Um Rolho não vivencial poderá ser qualquer coisa, mas nunca um Rolho próprio para um Cursilho.
5.2 – Anedotas
O Guia de Reitor do SN recomenda que as anedotas devem começar a ser contadas ao pequeno-almoço do 1º. dia, conforme a disponibilidade de tempo e depois de todos se apresentarem.
As anedotas devem ser iniciadas pelo Reitor. Se, entretanto o Reitor encarregar outro dirigente para iniciar as anedotas, estas só devem ser começadas a contar quase no fim da refeição, para dar tempo para se fazer o trabalho de corredor.
A anedota é um meio de distracção, como tal, convém que os Dirigentes tenham alguma preparada como “serviço” a prestar ao Cursilho. Como é natural, por se tratar de um Cursilho, as anedotas a contar devem ser prudentes, moderadas e de bom gosto.
5.3 – Cânticos
A eficácia do Cursilho depende também da criação de um ambiente e clima apropriado. A criação desse ambiente é tarefa de toda a equipa de dirigentes (IF 308).
O clima referido é o da alegria e de espontaneidade que resulta em abertura, naturalidade, sinceridade e amizade (IF 310).
É necessária esta descontracção porque no decorrer do Cursilho, os novos enfrentam uma certa “tensão” resultante da reacção íntima às verdades que se vão escutando e, na medida em que se vai verificando que essas verdades perturbam e aconselham à mudança de vida.
Por outro lado, é natural que surja uma certa fadiga intelectual e física resultante da cadência normal do Cursilho, sobretudo para aquelas pessoas não habituadas a trabalho intelectual. Dai a necessidade de desencadear a descontracção, por meio adequados e naturais: anedotas, piadas e cânticos.
Eduardo Bonnín, “Um aprendiz de cristão” diz: “Além de ser expressão de estados de espírito e de sentimentos sempre foi utilizado (os cânticos) para desintoxicar e para oxigenar.” – pág. 100.
5.4 – Inovações possíveis e necessárias
Este é um tema que pode desencadear problemas.
- As inovações possíveis podem verificar-se ao nível da actualização das vivências do Rolhista, no Cursilho. Muitas vezes as vivências são repetidas sucessivamente ao longo dos anos. Fica-se com a sensação que o Cursilhista ficou “parado” naquele momento.
O Cursilhista se basear o seu quarto dia no tripé: Piedade, Estudo e Acção, por certo terá uma vivência cristã dinâmica e frutuosa, podendo actualizar as suas vivências, ao proclamar o seu Rolho no Cursilho.
- Uma inovação que foi necessária, foi o tempo atribuído ao Rolho Sacramentos, que deixou de constituir uma maratona para estar actualmente enquadrado num espaço até três horas.
- Entendo que é possível inovar no que é acessório no Cursilho, no essencial e no importante não há que inovar.
Eduardo Bonnín, na página 57 e 58 do seu livro «Um aprendiz de cristão» refere: «A tentação do “estar em dia” e pretender mudar “o de antes” por “o de agora” equivale a esquecer que a fidelidade ao Movimento dos Cursilhos de Cristandade (precisamente por força da sua grande simplicidade), consiste em que, a partir das perspectivas de hoje, se vá deixando o que era “de antes”, para que fique mais identificado e vigente “o de sempre”. (…)
O Cursilho não tem nada que sair da área do “quê”, porque foi pensado para que todos os que forem capazes de compreendê-lo, vão descobrindo que, desde o eixo da sua vida em graça, e começando pelos mais próximos (aqui, agora, desde já e desde mim) se vão esforçando por deixar transparecer o que significa, para quem viveu um Cursilho, sentir-se amado por Deus no seu existir normal, natural e humano. Tudo isso vai dinamizando e dando um novo sentido à perspectiva do seu viver quotidiano.»
Recordo aqui as palavras do saudoso Eduardo Lacerda Tavares, no tema “Fidelidade ao Carisma Fundacional”, em 25-11-2005, num Encontro de Directores Espirituais e Sacerdotes… Reitores e Vice-Reitores, em Fátima
«O argumento de que algumas alterações se fazem para que seja mais fácil, isto ou aquilo, não faz sentido, pois a Igreja não procura o mais fácil. Cristo fala-nos da Cruz e do caminho estreito.
Devemos pois procurar o mais eficaz, aquilo que com grande sacrifício inicial implique uma clara adesão a Cristo e ao Movimento, procurando saber bem a sua IDENTIDADE, aquilo que é mutável e o que não é, para que o Movimento possa avançar mantendo-se fiel ao Carisma Fundacional, de que nós Dirigentes do MCC somos o GARANTE, conforme o Espírito Santo quis que ele fosse, servindo-se de Eduardo Bonnín como seu instrumento, para entregar o MCC à Igreja de Mallorca, e à Igreja de todo o Mundo.
Por isso: Sede fiéis! Porque Ele, o Senhor, é Fiel!
E recordo aqui também as palavras do Saudoso João Paulo II, em Maio de 1988, em Assunción (México): «Não vos acobardeis perante os problemas! Não queirais fugir do vosso compromisso transigindo com a mediocridade ou o conformismo.
É hora de assumir responsabilidades, de se comprometer, de não retroceder!».
5.5 – Livraria no Cursilho
Os livros a colocar no Cursilho, imediatamente antes do início do Rolho Estudo, são previamente seleccionados pelo Secretariado Diocesano. Devem ser obrigatórios ou imprescindíveis a “Bíblia Sagrada” ou Novo Testamento”, o “Catecismo da Igreja Católica” ou o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica e o “Livro Ideias Fundamentais”, chamando a atenção, para que o Rolhista do Rolho de Estudo lhes faça referência.
Cada Secretariado usará o critério que entende ser mais adequado à sua realidade. As opções são variadas e o SN faculta alguns.
Aproveito para chamar à atenção, que nesta ocasião é oportuno incluir a nossa Revista Peregrino, nomeadamente números que existem como excedentes no Secretariado e criar no novo Cursilhista a vontade de a receber sempre, pela forma que cada Secretariado melhor entender.
5.6 – Reuniões da Equipa no Cursilho
Nas reuniões da Equipa do Cursilho, no final da noite de cada dia, deve imperar o espírito de sobriedade e caridade. Nada de exageros.
O testemunho cristão deve estar presente na própria reunião bem como no convívio que se lhe segue.
Deve haver ordem e disciplina.
Os trabalhos devem ser orientados de forma que a reunião não se prolongue exageradamente.
ALBERTINA SANTOS
VOGAL DO SN
Sábado, 24 de Dezembro de 2011
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